Produção da Serra da Mantiqueira mineira conquistou seis premiações internacionais já na primeira safra comercial
O município de Caldas, na Serra da Mantiqueira mineira, começa a ganhar destaque no cenário internacional da olivicultura.
Um dos exemplos é o o Azeite da Pedra. Produzido em uma pequena propriedade familiar, o azeite foi classificado entre os 10 melhores do mundo no TerraOlivo International Olive Oil Competition 2026, que reuniu 787 azeites de 17 países. O produto também foi reconhecido como Best of Brazil, alcançando a melhor classificação entre as 92 amostras brasileiras apresentadas por 44 produtores.
Além de integrar o Top 10 Global e receber a distinção de Grand Prestige Gold, o Azeite da Pedra acumula, ao todo, seis premiações internacionais conquistadas em competições realizadas na Turquia, Itália e outros países integrantes do circuito do EVOO World Ranking. O resultado chama atenção especialmente por se tratar da primeira produção comercial do azeite, cuja safra teve pouco mais de 200 litros.
No TerraOlivo, realizado anualmente, os azeites são avaliados às cegas por um júri internacional especializado. Entre os critérios considerados estão aroma, sabor, equilíbrio, complexidade e ausência de defeitos. Antes mesmo do reconhecimento entre os melhores do mundo, o Azeite da Pedra já havia conquistado Gold Medal e Best in Class – Blend no Anatolian International Olive Oil Competition, na Turquia. Em junho, na Itália, recebeu outra Gold Medal, no EVO International Olive Oil Contest.
A safra de 2026 é resultado de um blend elaborado a partir das variedades Arbequina, Grappolo e Koroneiki, cultivadas no Sítio da Pedra, propriedade familiar localizada em Caldas, a aproximadamente 1.300 metros de altitude. A área possui solo de origem vulcânica, característica que contribui para a formação de um terroir particular e para a identidade dos azeites produzidos na região.
Cerca de 3 toneladas de azeitonas foram colhidas no ponto considerado ideal de maturação e processadas praticamente de imediato, no mesmo dia da colheita. O procedimento contribuiu para preservar o frescor, os aromas e sabores da fruta, além de resultar em um azeite de baixíssima acidez e elevado padrão de qualidade.
Na propriedade, o cultivo é conduzido pelo casal responsável pelo projeto, que mantém aproximadamente 2 mil oliveiras das variedades Arbequina, Arbosana, Grappolo, Koroneiki e Manzanilla, em uma área de cerca de 10 alqueires. A proposta é produzir, em pequena escala, azeites extravirgens de alta qualidade, capazes de expressar as características do terroir da Serra da Mantiqueira e ampliar o reconhecimento de Caldas como território de produção de azeites especiais.
A conquista coloca Caldas em evidência em um segmento que vem ganhando espaço na Mantiqueira mineira e demonstra o potencial do município para a produção de azeites extravirgens de excelência.



